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Seguro de moto em 2026: quanto custa, o que cobre e quem aceita entregador
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Seguro de moto em 2026: quanto custa, o que cobre e quem aceita entregador

24 de agosto de 202611 min

Resumo rápido

  • Faixa de mercado em 2026: R$ 400 a R$ 2.500 por ano (R$ 30 a R$ 200 por mês), com custo médio na casa de R$ 1.585 segundo a HelloSafe. Só roubo e furto parte de cerca de R$ 1.200/ano; a compreensiva fica entre R$ 1.500 e R$ 3.000.
  • Quem faz entrega ouve não com frequência: a atividade remunerada muda o cálculo e muitas seguradoras recusam o perfil. A Suhai é uma das que aceitam uso profissional, com indenização integral pela FIPE e sem franquia no roubo e furto.
  • O erro mais caro não é preço: é contratar declarando uso particular e trabalhar com a moto. Isso é tratado como fraude e pode custar a recusa da indenização no sinistro, depois de anos pagando a apólice.

A frota de motos do Brasil chegou a 38,4 milhões de unidades em junho de 2026, um crescimento de 46,8% em dez anos, segundo levantamento da Abraciclo com base nos dados da Senatran. Em treze estados já existem mais motos do que carros. E ainda assim, quando o dono dessa moto vai contratar um seguro, ele ouve não com uma frequência que não existe no mundo dos automóveis.

Este guia responde as três perguntas que aparecem em toda cotação de moto: quanto custa de verdade, o que cada cobertura paga (e o que ela não paga), e por que tanta seguradora recusa justamente quem mais precisa, que é quem usa a moto para trabalhar. No fim, o erro mais caro que um motociclista comete na hora de contratar, e ele não tem nada a ver com preço.

Quanto custa um seguro de moto em 2026

Não existe preço de tabela em seguro, porque o prêmio sai do cruzamento entre o seu perfil, o seu CEP e o seu modelo. Mas existe faixa de mercado, e ela é pública. Os levantamentos de 2026 colocam o seguro de moto entre R$ 400 e R$ 2.500 por ano, o que dá algo entre R$ 30 e R$ 200 por mês. Um estudo da HelloSafe aponta custo médio na casa de R$ 1.585 ao ano.

Essa faixa é larga porque ela mistura dois produtos bem diferentes:

  • Só roubo e furto: a proteção mais procurada, e a mais barata. Costuma partir de algo em torno de R$ 1.200 por ano nas apurações de 2026.
  • Compreensiva (roubo, furto, colisão, incêndio e natureza): em geral entre R$ 1.500 e R$ 3.000 por ano.

Por modelo, as faixas médias divulgadas em 2026 para as motos mais comuns ficam assim: Honda CG 160 entre R$ 1.400 e R$ 1.800, Yamaha Fazer 250 entre R$ 1.800 e R$ 2.200, e motos de cilindrada alta acima de R$ 3.500. São referências de mercado, não proposta: o valor da sua apólice só existe depois da cotação com a sua placa e o seu CEP.

Ninguém mais tem rede de proteção obrigatória

Esse é o ponto que quase nenhum guia de seguro de moto conta, e ele mudou o cálculo de risco de todo motociclista brasileiro.

Durante décadas, existiu o DPVAT: um seguro obrigatório, pago junto com o licenciamento, que indenizava vítimas de acidente de trânsito por morte, invalidez permanente e despesas médicas, independentemente de quem tivesse causado o acidente. Era pouco dinheiro, mas era uma rede.

Essa cobrança foi sendo reduzida e depois suspensa. Em 2024 a história ficou definitiva, e vale seguir a linha porque ela explica por que não há volta prevista:

  • A Lei Complementar 207, de 16 de maio de 2024, criou o SPVAT como substituto e, no mesmo ato, revogou a Lei 6.194/1974, que era a Lei do DPVAT.
  • A Lei Complementar 211, de 30 de dezembro de 2024, revogou a LC 207 antes que a cobrança do SPVAT começasse, o que a própria SUSEP comunicou oficialmente.
  • A Lei do DPVAT não voltou junto: no direito brasileiro, revogar a lei revogadora não restaura automaticamente a lei anterior. Até hoje o texto da Lei 6.194/1974 segue marcado como revogado.

Resultado prático em 2026: não existe seguro obrigatório de danos pessoais em vigor no Brasil, nem DPVAT nem SPVAT. (Verificado no texto oficial das duas leis complementares em 24 de agosto de 2026.)

Traduzindo para a sua rotina: se você se acidenta na moto hoje, não existe nenhuma indenização automática por invalidez ou por despesa médica vinculada ao veículo. O que existe é o que você contratou. Para quem anda de carro, a diferença é relevante; para quem anda de moto, onde a exposição do corpo é total, ela é de outra ordem.

É por isso que a cobertura de acidentes pessoais por passageiro (APP) deixou de ser um item acessório na cotação de moto. Ela cobre morte e invalidez de quem está sobre o veículo e, sem o seguro obrigatório, é hoje a única proteção desse tipo ligada ao próprio veículo. Um seguro de vida individual cobre morte por qualquer causa e é outro produto, contratado à parte.

O que faz o preço subir ou descer

Cinco fatores explicam quase toda a variação entre duas cotações da mesma moto:

1. Onde a moto dorme

É o fator mais pesado no seguro de moto, mais até que no de carro. O CEP de pernoite define a estatística de roubo que a seguradora aplica no cálculo. Duas motos idênticas, uma em bairro com garagem fechada e outra em região de índice alto, podem ter prêmios que não se parecem.

2. O modelo

Aqui entra um dado que muita gente não espera: a moto mais visada do país é justamente a mais popular. No primeiro trimestre de 2026, a Honda CG 160 respondeu por cerca de um terço de todos os roubos e furtos de moto na Região Metropolitana de São Paulo, com 1.968 ocorrências, segundo estudo da FECAP com dados da Secretaria de Segurança Pública. As versões Fan, Titan e Start da CG lideram os levantamentos por modelo.

Vale o contexto completo, porque a notícia também tem lado bom: os roubos e furtos de moto caíram 22% na Grande São Paulo no primeiro trimestre de 2026, de 7.545 para 5.857 ocorrências na comparação com o mesmo período de 2025.

3. A idade e o histórico de quem pilota

Condutor jovem paga mais, e isso não é implicância: é a estatística de sinistro por faixa etária entrando na conta. Histórico de sinistros anteriores também pesa.

4. O uso

Aqui mora a diferença mais importante deste guia. Moto de lazer, moto de deslocamento diário e moto de trabalho são três riscos distintos. Quem entrega roda muito mais quilômetros por dia, em horários de pico e em trânsito urbano pesado, e o cálculo reflete isso.

5. As coberturas que você escolhe

Cada cobertura adicionada tem preço próprio. Dá para começar pelo essencial e subir depois, que é o assunto do próximo bloco.

O que cada cobertura de moto realmente paga

Seguro de moto costuma ser montado em camadas, e entender a ordem evita tanto pagar por algo que você não precisa quanto descobrir um buraco no pior momento.

Roubo e furto

É o núcleo do seguro de moto no Brasil e o motivo pelo qual a maioria contrata. Se a moto for levada e não for recuperada, você recebe indenização com base na tabela FIPE. É a cobertura que mais tem peso no preço, porque é a que mais aciona.

Perda total por colisão, incêndio ou natureza

Entra quando o dano é irreparável, mesmo sem roubo: uma batida que destrói a moto, um incêndio, um alagamento. Sem essa camada, a apólice só responde por roubo e furto, e uma queda que acabe com a moto fica por sua conta.

Danos a terceiros (RCF-V)

Essa é a cobertura mais subestimada, e a que pode custar mais caro se faltar. Ela responde pelo prejuízo que você causa a outra pessoa: o carro que você atinge, o pedestre que se machuca, os danos corporais. Numa moto, onde a exposição no trânsito é maior, deixar de fora é assumir um risco que não tem teto definido.

Assistência 24 horas

Guincho, chaveiro, socorro mecânico, troca de pneu. Numa moto usada para trabalhar, isso deixa de ser conforto e vira continuidade de renda: pane sem guincho é dia parado.

Resumo das coberturas lado a lado

CoberturaO que ela pagaQuando faz falta
Roubo e furtoIndenização pela FIPE se a moto for levada e não recuperadaÉ o risco número um da moto no Brasil
Perda totalDano irreparável por colisão, incêndio ou naturezaQueda ou batida que acaba com a moto
Danos a terceiros (RCF-V)Prejuízo material e corporal que você causa a outra pessoaVocê bate em um carro caro ou machuca alguém
Acidentes pessoais (APP)Morte e invalidez de quem está sobre a motoHoje, sem DPVAT, é a única rede desse tipo
Assistência 24hGuincho, chaveiro, socorro mecânico, pneuPane no meio do expediente

O que o seguro de moto normalmente não cobre

Tão importante quanto saber o que a apólice paga é saber onde ela para. Estas são as exclusões que mais geram discussão no momento do sinistro, e elas se repetem na maioria dos contratos do mercado:

  • Pilotar sem habilitação válida ou com categoria errada. Moto exige categoria A. Conduzir sem ela, ou com a CNH vencida há tempo suficiente para estar irregular, costuma afastar a cobertura.
  • Uso em competição, racha ou trilha. Rodar em pista fechada, evento esportivo ou terreno fora de estrada geralmente está fora do contrato de uso urbano.
  • Direção sob efeito de álcool ou substância. É exclusão clássica e vale mesmo quando o outro veículo causou o acidente.
  • Acessórios e equipamentos não declarados. Baú, alarme, capacete, jaqueta e escapamento esportivo em geral não entram na indenização se não constarem da apólice.
  • Uso remunerado não declarado. O assunto do próximo bloco, e o mais caro da lista.
  • Desgaste natural e falha mecânica. Seguro cobre evento súbito, não manutenção: embreagem gasta, corrente estourada por falta de lubrificação e motor fundido por falta de óleo não são sinistro.

A lista muda de seguradora para seguradora, e é por isso que ler as condições gerais do produto contratado (não do produto do concorrente, nem de um resumo genérico de internet) é parte do trabalho de quem cota.

Por que tanta seguradora recusa moto de entregador

Se você faz entrega por aplicativo e já tentou contratar, provavelmente ouviu uma destas duas respostas: proposta recusada por não se enquadrar no perfil de aceitação, ou um preço tão alto que inviabiliza a contratação.

A razão que o mercado dá é a exposição: um entregador pode rodar em média 150 quilômetros por dia, muito acima do uso particular, o que eleva a probabilidade de acidente, de roubo e de pane. Como o cálculo de seguro é estatística aplicada ao seu perfil, o uso profissional muda a conta inteira.

Existem seguradoras que trabalham exatamente esse público. A Suhai é uma delas: especializada em carros e motos, com foco forte em roubo e furto, ela aceita perfis que o mercado tradicional recusa, e o material oficial da seguradora afirma que o produto atende quem usa o veículo para fins profissionais ou aplicativos de entrega. Na linha de roubo e furto, a indenização é integral pela FIPE e sem franquia quando o veículo não é recuperado.

Não é a única saída, e não é a resposta automática para todo mundo: é a alternativa que existe quando a porta tradicional se fecha. A conta certa só aparece comparando.

O erro mais caro: omitir que você trabalha com a moto

Este é o ponto que justifica o artigo inteiro. Diante da recusa ou do preço alto, muita gente contrata declarando uso particular e segue trabalhando com a moto. Parece esperto e é o oposto disso.

Omitir a atividade profissional na contratação é tratado pelas seguradoras como fraude, e a consequência prática aparece no pior momento possível: no sinistro. Descoberto que o veículo era usado para atividade remunerada sem constar na apólice, a indenização pode ser recusada. Você pagou o seguro por meses ou anos e fica sem a moto e sem o dinheiro.

A leitura correta é inversa à intuição: declarar o uso profissional pode aumentar o prêmio, mas é o que garante que a apólice funcione. Um seguro mais caro que paga vale infinitamente mais do que um seguro barato que não paga.

Moto roubada: o que fazer nas primeiras horas

Se acontecer, a ordem das ações interfere no andamento do processo:

  1. Registre o boletim de ocorrência. É o documento que abre tudo. Dá para fazer online na maioria dos estados, e sem ele a seguradora não avança.
  2. Avise a seguradora no mesmo dia. Quanto antes o aviso de sinistro entra, antes começa a contagem do prazo de regulação.
  3. Separe os documentos. CRLV, comprovante de residência, CNH e a chave da moto. A entrega das chaves costuma ser exigida na indenização por roubo.
  4. Aguarde o prazo de recuperação. A indenização por roubo e furto normalmente só é paga após o período em que a moto pode ser localizada, o que está descrito nas condições gerais do seu contrato.

Quem tem corretora nessa hora ganha tempo: em vez de você descobrir sozinho o que a seguradora quer, alguém que já fez isso centenas de vezes conduz o processo.

Seguro de moto ou proteção veicular?

É a dúvida que aparece logo depois do primeiro susto com o preço, principalmente para quem trabalha com a moto. Os dois são produtos diferentes, e a diferença não é mais a de antigamente: desde a Lei Complementar 213/2025, a proteção veicular também passou a ser regulada e supervisionada pela SUSEP, mas continua sendo um produto distinto do seguro, com regras próprias definidas em regulamento e um período de transição em curso. O que mais muda na prática é a lógica de custeio (rateio entre associados) e o que você tem em mãos no momento do sinistro.

Como esse assunto merece mais espaço do que um parágrafo, escrevemos um comparativo dedicado: proteção veicular ou seguro auto, qual escolher. Vale a leitura antes de decidir, principalmente para entender o que muda no momento do sinistro.

O que ter em mãos para cotar

Uma cotação de moto sai rápido quando você já chega com estas informações:

  • Modelo, ano e placa da moto (ou o modelo pretendido, se ainda vai comprar).
  • CEP onde a moto passa a noite, que não é necessariamente o CEP do seu endereço de cadastro.
  • Como você usa: lazer, deslocamento para o trabalho ou atividade remunerada. Responda com honestidade, pelo motivo do bloco anterior.
  • Idade e tempo de habilitação de quem pilota, e se há outro condutor frequente.
  • Se tem garagem fechada em casa e no trabalho.
  • Se já teve sinistro nos últimos anos.

Com esses seis itens, dá para rodar a cotação em várias seguradoras e comparar o que interessa: prêmio, o que cada uma cobre, franquia e prazo de indenização, lado a lado.

Moto financiada: o seguro é obrigatório?

Por lei, não. Como não existe seguro obrigatório em vigor, nenhuma norma te obriga a segurar a moto, financiada ou quitada.

Por contrato, a história muda. Na moto financiada, o veículo fica alienado à instituição financeira até a quitação, e muitos contratos de financiamento trazem cláusula exigindo seguro durante o período, justamente porque a garantia do banco é a moto. Vale ler o contrato antes de assumir qualquer coisa nos dois sentidos.

Independentemente da exigência, o raciocínio financeiro na moto financiada é o mais desconfortável de todos: se a moto for roubada sem seguro, a dívida continua. Você fica sem o veículo e com as parcelas correndo, e é exatamente esse cenário que leva muita gente a ficar inadimplente depois de um roubo.

Rastreador reduz o preço do seguro?

Costuma reduzir, e em moto o efeito tende a ser mais visível do que em carro, porque o rastreador ataca justamente o risco dominante da categoria, que é o roubo. A lógica da seguradora é simples: rastreador aumenta a chance de recuperação do veículo, e recuperação significa indenização não paga.

Existem dois caminhos diferentes, e vale não confundir. Um é contratar o rastreamento como serviço e apresentá-lo na cotação do seguro, buscando desconto. O outro é contratar um produto que já nasce com rastreamento embutido, modelo que a Ituran trabalha, combinando monitoramento e cobertura no mesmo contrato.

Qual dos dois sai melhor depende do seu modelo, do seu CEP e de quanto a seguradora reconhece de desconto no seu caso. Não existe resposta única, existe conta.

Cinco erros que encarecem (ou anulam) o seu seguro de moto

  1. Declarar o CEP errado. Informar o endereço de cadastro quando a moto dorme em outro lugar muda a estatística que a seguradora usa. Além de distorcer o preço, pode virar discussão no sinistro.
  2. Cotar em um lugar só. Em moto, a diferença de aceitação entre seguradoras é grande. A primeira recusa não é o veredito do mercado, é a opinião de uma empresa.
  3. Olhar só o preço final. Duas apólices com valores parecidos podem ter coberturas bem diferentes. O número que importa é preço por cobertura, não preço solto.
  4. Esquecer os acessórios. Baú e alarme instalados depois costumam ficar de fora se não forem declarados, e aparecem como surpresa desagradável na indenização.
  5. Omitir o uso profissional. Repetimos porque é o mais grave: barateia a apólice hoje e pode custar a indenização inteira depois.

Vale a pena fazer seguro de moto?

A resposta depende de uma conta simples e pessoal: quanto vale a sua moto e o que acontece com a sua vida se ela sumir amanhã.

Para quem usa a moto no lazer e tem como se virar sem ela, o cálculo é de conforto financeiro. Para quem tira o sustento da moto, a conta muda de natureza: a moto não é um bem, é a ferramenta de trabalho. Perder a moto sem seguro não significa ficar sem transporte, significa ficar sem renda enquanto não conseguir repor. É por isso que, no público de entrega, o seguro costuma ser mais essencial justamente onde é mais difícil de contratar.

E há um detalhe que passa despercebido: mesmo quem acha o prêmio alto costuma mudar de ideia quando compara o valor mensal com a parcela de uma moto nova. O seguro raramente custa mais do que um mês de reposição.

Como a Virtus resolve isso

Somos uma corretora independente, o que significa que não trabalhamos para uma seguradora: cotamos em várias e mostramos a comparação. Em moto, isso importa mais do que em qualquer outro produto, porque a diferença de aceitação entre uma seguradora e outra é grande, e a que recusa o seu perfil não é a que define o seu preço.

Se você já ouviu não em algum lugar, ou se o preço que te passaram não fechou, vale refazer a conta com quem cota em mais de uma casa. Veja também as seguradoras que trabalhamos no hub de seguro auto.

Já ouviu não por causa da moto ou do uso em entrega? Manda modelo, ano, CEP de pernoite e como você usa a moto. A gente roda a cotação nas seguradoras que aceitam o seu perfil e devolve prêmio, cobertura e franquia lado a lado, sem enrolação.

Cotar meu seguro de moto
Wellington Santos

Sobre o autor

Wellington Santos

Fundador e Especialista em Proteção Patrimonial

Engenheiro de Produção formado pela UniABC – Universidade do Grande ABC (atual Anhanguera), atua no mercado de seguros desde 2015. Fundou a Virtus Corretora de Seguros em 2020, após anos consolidando experiência como parceiro em corretoras como My Life e Nova Affinity. Treinou dezenas de novos corretores ao longo da carreira e combina o rigor analítico da engenharia com atendimento consultivo direto ao cliente final, atuando em planos de saúde, seguro auto, vida, residencial, viagem e consórcio.

Perguntas frequentes

O que mais perguntam sobre isso

Quanto custa um seguro de moto em 2026?

As apurações de mercado de 2026 colocam o seguro de moto entre R$ 400 e R$ 2.500 por ano, algo entre R$ 30 e R$ 200 por mês, com custo médio na casa de R$ 1.585 segundo levantamento da HelloSafe. A apólice só de roubo e furto parte de cerca de R$ 1.200 por ano, e a compreensiva costuma ficar entre R$ 1.500 e R$ 3.000. O valor final depende do modelo, do CEP onde a moto dorme, da sua idade e de como você usa a moto.

Seguradora aceita moto usada para entrega por aplicativo?

Algumas aceitam, outras não. Muitas seguradoras tradicionais recusam a proposta ou cobram um preço que inviabiliza, porque um entregador roda em média 150 km por dia e isso eleva a exposição a acidente e roubo. A Suhai é uma das que trabalham esse perfil: o material oficial da seguradora afirma que o produto atende quem usa o veículo para fins profissionais ou aplicativos de entrega. Como corretora independente, a Virtus cota em várias e mostra quem aceita o seu caso.

O que acontece se eu não declarar que uso a moto para trabalhar?

A omissão da atividade remunerada é tratada como fraude pelas seguradoras, e o problema aparece no sinistro: descoberto que a moto era usada para trabalho sem constar na apólice, a indenização pode ser recusada. Na prática você perde a moto e o dinheiro que pagou de seguro. Declarar o uso profissional pode aumentar o prêmio, mas é o que garante que a apólice funcione quando você precisar dela.

Qual moto é a mais roubada e isso muda o preço do seguro?

Muda, e bastante. No primeiro trimestre de 2026, a Honda CG 160 respondeu por cerca de um terço de todos os roubos e furtos de moto na Região Metropolitana de São Paulo, com 1.968 ocorrências, segundo estudo da FECAP com dados da SSP-SP. Modelo mais visado significa estatística de roubo mais alta no cálculo. A boa notícia é que os roubos e furtos de moto caíram 22% na Grande São Paulo nesse mesmo período.

Seguro de moto cobre danos a outras pessoas?

Só se você contratar a cobertura de danos a terceiros (RCF-V), que não vem automaticamente em toda apólice. Ela responde pelos danos materiais e corporais que você causa a outra pessoa. É a cobertura mais subestimada em moto e a que pode sair mais cara se faltar, porque o prejuízo causado a terceiros não tem teto previsível.

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