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Financiou carro elétrico? O banco vai pedir a apólice antes de liberar

Financiou carro elétrico? O banco vai pedir a apólice antes de liberar

25 de agosto de 202612 min

Resumo rápido

  • O banco costuma não liberar o dinheiro do financiamento sem a apólice em mãos, e a exigência que temos visto é de cobertura a 100% da tabela FIPE. Isso aparece na apólice como modalidade Valor de Mercado Referenciado com fator de ajuste 100%.
  • O banco PODE exigir que o carro esteja segurado, mas NÃO pode obrigar você a contratar com ele ou com a seguradora que ele indicar. Tema 972 do STJ (REsp 1.639.320/SP, trânsito em julgado em 2019): o consumidor não pode ser compelido a contratar seguro com a instituição financeira ou com seguradora por ela indicada.
  • Em elétrico, nem toda seguradora emite fator 100%: a bateria vale de 40% a 60% do carro e uma batida que a atinja costuma virar perda total. A primeira recusa é a política de uma seguradora, não o veredito do mercado.
  • Nos casos de financiamento de elétrico que chegaram até aqui com essa exigência, foi na Suhai que a Virtus conseguiu emitir a apólice no fator que o banco pedia. Se o seu banco travou a liberação, é esse caminho que a gente já percorreu antes.

Quem financia carro elétrico costuma descobrir isso no pior momento: com a compra fechada, o crédito aprovado e a data de retirada marcada, o banco avisa que não libera o dinheiro sem a apólice do seguro em mãos. Não é o seguro para depois, é a apólice antes.

E vem a segunda surpresa: não serve qualquer apólice. A exigência que temos visto na prática é que o seguro cubra 100% da tabela FIPE, e nem toda seguradora aceita emitir isso para carro elétrico.

Este guia explica por que o banco faz essa exigência, o que significa esse "100% da FIPE" que aparece no e-mail do gerente, o que a lei permite que o banco exija (e o que ele não pode obrigar você a fazer), e como resolver sem travar a entrega do carro.

Por que o banco quer a apólice antes de liberar

A explicação está na estrutura do financiamento. Quando você financia um veículo, ele fica em alienação fiduciária: na prática, o carro é a garantia do banco até a última parcela. Você dirige, usa e é o dono para todos os efeitos do dia a dia, mas se o financiamento não for pago, é aquele bem que responde pela dívida.

Agora pense do lado de quem emprestou. Se o carro é destruído ou roubado sem seguro, a garantia simplesmente deixa de existir, e a dívida continua de pé com um devedor que perdeu justamente o bem. Por isso a maioria dos contratos de financiamento traz cláusula exigindo que o veículo seja segurado durante todo o período do contrato.

Isso não é uma exigência nova nem exclusiva de elétricos: vale para carro a combustão também. O que muda no elétrico é o tamanho do risco, e é aí que a exigência aperta.

O que muda no elétrico: a bateria é quase o carro inteiro

Num carro a combustão, uma batida moderada costuma ser reparo. Num elétrico, pode ser o fim do veículo, e o motivo é um só: a bateria de tração.

A bateria de um elétrico pode valer entre R$ 40 mil e R$ 120 mil conforme o modelo, o que representa algo entre 40% e 60% do valor total do carro. Quando uma colisão atinge a estrutura da bateria, o custo do reparo dispara e a seguradora frequentemente declara perda total, mesmo com o carro parecendo bem por fora.

Para o banco, essa é a diferença que importa: no elétrico, a chance de a garantia dele virar zero num evento único é maior. Some a isso a rede ainda pequena de oficinas com técnico habilitado em alta voltagem e a demora para conseguir peça, e você entende por que o setor trata elétrico como um risco de outra natureza.

Do lado do seguro, o efeito aparece no preço: apólices de elétricos e híbridos saem, em média, de 20% a 40% mais caras que as de um carro a combustão equivalente. Não é oportunismo, é o custo de reparação que a seguradora vai enfrentar.

O tal "100% da FIPE": o que isso quer dizer na apólice

Essa é a parte que trava mais gente, porque o gerente do banco fala em "100% da FIPE" e a apólice usa outro vocabulário.

Quase todo seguro de automóvel no Brasil é contratado na modalidade Valor de Mercado Referenciado (VMR). Nela, a indenização de perda total não é um valor fixo escolhido na contratação: é a tabela de referência (normalmente a FIPE) do mês do sinistro, multiplicada por um número que aparece na apólice como fator de ajuste.

Esse fator pode ser 80%, 90%, 100% ou até mais que 100%. E ele muda tudo:

  • Fator 100%: na perda total você recebe exatamente o valor da FIPE daquele mês.
  • Fator 90%: você recebe 90% da FIPE. Num carro de R$ 200 mil, isso é R$ 20 mil a menos.

Agora junte com o financiamento. No começo do contrato, o saldo devedor costuma ser próximo (às vezes maior) do que o carro vale. Se a apólice indeniza 90% e o carro é perda total, o dinheiro do seguro não quita a dívida, e sobra saldo devedor para o cliente pagar por um carro que não existe mais. É exatamente esse buraco que o banco está fechando quando exige fator 100%.

Traduzindo o pedido do gerente: ele quer ver na apólice a modalidade Valor de Mercado Referenciado com fator de ajuste de 100%, e o próprio banco indicado como beneficiário da indenização até o limite do saldo devedor.

Perda total em carro financiado: quem recebe o dinheiro

Entender isso deixa a exigência do banco muito mais lógica, e é a parte que quase ninguém explica antes da hora.

Quando o carro financiado tem perda total ou é roubado, a indenização não cai na sua conta primeiro. O caminho é este:

  1. A seguradora paga o saldo devedor diretamente à instituição financeira, quitando o financiamento.
  2. O que sobrar da indenização é repassado a você.

Num exemplo simples: carro indenizado em R$ 250 mil, saldo devedor de R$ 180 mil. O banco recebe os R$ 180 mil, o financiamento acaba, e você recebe os R$ 70 mil restantes.

O problema aparece quando a conta inverte. A indenização cobre o valor do veículo, não o tamanho da sua dívida. Se o saldo devedor for maior que a indenização, a diferença continua sendo sua: o carro deixou de existir, o seguro pagou, e ainda sobra dívida.

Esse cenário é mais comum do que parece nos primeiros meses de contrato, quando quase toda a parcela ainda é juros e o saldo devedor anda devagar enquanto o carro deprecia rápido. É por isso que o banco não aceita fator de ajuste abaixo de 100%: cada ponto percentual a menos aumenta a chance de sobrar dívida sem garantia.

Onde isso pesa mais no elétrico

Carro elétrico deprecia rápido no mercado brasileiro, porque a tecnologia avança e os lançamentos derrubam o valor dos modelos anteriores. Depreciação acelerada com saldo devedor caindo devagar é exatamente a combinação que produz o cenário do parágrafo anterior. Fator 100% não é capricho do gerente: é o mínimo para o seguro dar conta.

O que o banco pode exigir, e o que ele não pode

Aqui mora o direito que quase ninguém usa, e ele vale dinheiro.

O banco pode exigir que o veículo financiado esteja segurado, com as características que protejam a garantia dele, incluindo o fator de ajuste. Isso é cláusula contratual legítima.

O banco não pode obrigar você a contratar o seguro com ele ou com a seguradora que ele indicar. Essa questão está pacificada no Tema 972 do Superior Tribunal de Justiça, julgado no REsp 1.639.320/SP em dezembro de 2018, com trânsito em julgado em fevereiro de 2019. A tese firmada diz, literalmente, que "o consumidor não pode ser compelido a contratar seguro com a instituição financeira ou com seguradora por ela indicada".

Prática assim tem nome no Código de Defesa do Consumidor: venda casada, vedada pelo art. 39, inciso I. E, segundo o entendimento do STJ, o ônus de provar que houve liberdade de escolha é do banco, não seu.

Na prática do dia a dia, isso significa uma coisa simples e útil: você cota o seguro onde quiser, com a corretora que preferir, e entrega a apólice ao banco. O que o banco pode conferir é se a apólice cumpre o que o contrato exige. Se ela cumpre, não há o que discutir.

Vale a distinção, porque confunde: o seguro do veículo (que protege o carro) é diferente do seguro prestamista (que quita a dívida se o devedor morrer ou perder a renda). São produtos distintos, e nenhum dos dois pode ser imposto com seguradora escolhida pelo banco.

Nem toda seguradora emite 100% da FIPE para elétrico

Chegamos ao ponto que mais atrasa entrega de carro.

O fator de ajuste é uma decisão de subscrição da seguradora, ou seja, de quanto risco ela quer assumir naquele veículo. Em carro a combustão popular, o fator 100% é trivial. Em elétrico, a conversa muda: a seguradora está olhando para um bem que deprecia rápido no mercado brasileiro, cuja peça central custa mais da metade do valor e cuja sinistralidade ainda tem histórico curto para calcular.

O resultado é que algumas seguradoras recusam o risco, e outras aceitam mas oferecem fator abaixo de 100%. Do ponto de vista delas é prudência; do seu, é uma apólice que o banco não aceita, e o financiamento fica parado.

É aqui que a experiência de quem já passou por isso vale mais que qualquer tabela.

Nos casos de financiamento de elétrico que chegaram até a Virtus com essa exigência do banco, foi na Suhai que conseguimos emitir a apólice no fator que o contrato pedia. Não é coincidência: a indenização integral pela FIPE é o núcleo do produto dela, e a especialidade da casa é justamente assumir perfis e riscos que o mercado tradicional devolve.

Sendo honesto com você: não estamos dizendo que ela é a única seguradora do país capaz de emitir fator 100% em elétrico. Estamos dizendo o que aconteceu nos casos que atendemos, que é uma informação diferente e mais útil do que uma lista genérica de seguradoras. Se o seu banco travou a liberação, esse é um caminho que já percorremos antes e sabemos como conduzir.

A leitura que fica: a primeira recusa não é o veredito do mercado. É a política de uma seguradora sobre aquele risco, naquele momento. Outra pode ter apetite diferente, e descobrir qual é exatamente o trabalho de uma corretora independente.

Elétrico e combustão, lado a lado no financiamento

PontoCarro a combustãoCarro elétrico
Exigência de seguro pelo bancoComum, por cláusula contratualIgual, mas cobrada com mais rigor
Fator de ajuste aceitoFator 100% é trivial de emitirNem toda seguradora emite 100%
Preço do seguroReferência do mercadoEm média 20% a 40% mais caro
Batida moderadaEm geral, reparoPode virar perda total se atingir a bateria
Rede de reparoAmplaMenor, exige técnico habilitado em alta voltagem
Peça de reposiçãoDisponibilidade boaPrazo maior, parte importada

A seguradora recusou ou não emite 100%. E agora?

Esse é o momento em que muita gente acha que o negócio caiu. Nem sempre é o caso, e existem quatro caminhos reais:

1. Cotar em uma seguradora com apetite diferente

É o primeiro e o mais óbvio, e resolve a maioria dos casos. Apetite de risco não é padronizado: cada seguradora tem sua política para elétricos, e ela muda inclusive por modelo e por região. Uma recusa diz respeito a uma companhia, não ao mercado.

2. Rever a composição da apólice

Às vezes o obstáculo não é o carro, é o conjunto. Ajustar coberturas acessórias, franquia ou perfil de condutor pode viabilizar a emissão no fator que o banco exige. Vale conversar com quem cota antes de desistir.

3. Checar se a exigência do banco é mesmo essa

Já vimos gerente pedir "100% da FIPE" de memória, quando o contrato dizia outra coisa. Peça o texto da cláusula. Se o contrato aceita fator menor, o problema desaparece.

4. Repensar a forma de comprar

Se o seguro exigido inviabiliza a conta, vale olhar alternativas de aquisição. O consórcio de veículo tem lógica diferente do financiamento: você não paga juros, paga taxa de administração, e não há data certa para o crédito (depende de sorteio ou lance). É outro produto, com outras vantagens e outras limitações, mas entra na conta de quem não tem pressa.

O passo a passo para não travar a entrega

Se você está financiando um elétrico agora, a ordem que evita dor de cabeça é esta:

  1. Peça ao banco a exigência por escrito. Antes de cotar, tenha em mãos o que exatamente o contrato pede: modalidade, fator de ajuste, coberturas mínimas e como o banco deve constar na apólice. Um print ou e-mail do gerente resolve.
  2. Cote antes de assinar, não depois. Este é o erro mais comum. Descobrir na hora da liberação que a apólice sai por um valor inviável (ou que ninguém emite no fator exigido) muda a conta da compra inteira, e aí já é tarde.
  3. Cote em mais de uma seguradora. Em elétrico, a diferença de apetite entre companhias é grande, e ela aparece tanto no preço quanto no fator de ajuste que cada uma aceita.
  4. Confira o fator na apólice, não na proposta. O número que vale é o que está escrito no documento emitido. Leia antes de mandar para o banco.
  5. Peça a inclusão do banco como beneficiário na forma que o contrato exige. É esse detalhe que costuma fazer o banco devolver a apólice pedindo correção.
  6. Programe a renovação. A exigência vale para todo o contrato, não só para a liberação. Deixar o seguro vencer no meio do financiamento é descumprimento de cláusula, e alguns contratos preveem que o banco contrate um seguro por sua conta e cobre de você, quase sempre mais caro.

E se o carro for usado ou seminovo?

A lógica é a mesma, com dois detalhes que costumam aparecer no elétrico usado.

O primeiro é a saúde da bateria. Diferente de um motor a combustão, a bateria perde capacidade com o tempo e com os ciclos de recarga, e isso afeta tanto o valor de revenda quanto o apetite da seguradora. Alguns fabricantes oferecem garantia própria de bateria por prazo ou quilometragem, o que ajuda na negociação; vale conferir se ela ainda está válida e se é transferível para o novo dono.

O segundo é que a FIPE de elétrico usado pode oscilar mais que a de um carro comum, porque o mercado ainda está se formando e cada lançamento mexe no valor dos modelos anteriores. Como a indenização acompanha a tabela do mês do sinistro, essa oscilação entra no seu risco: em um mercado que cai, o valor indenizado no futuro pode ser menor do que o que você imagina hoje, enquanto o saldo devedor segue o cronograma do contrato.

Nada disso inviabiliza a compra. Só reforça a mesma conclusão: no elétrico, o seguro precisa ser cotado antes de assinar, não depois.

O que a apólice de um elétrico deveria ter, além do que o banco pede

O banco olha para a garantia dele. Você deveria olhar um pouco além, porque o elétrico tem riscos que a apólice padrão de carro a combustão não enxerga:

  • Bateria de tração: confirme como o contrato trata dano à bateria, que é o componente mais caro do veículo.
  • Cabo e equipamento de recarga: não presuma que estão cobertos. Este é um ponto em que os contratos divergem bastante entre si, e já vimos exclusão expressa de roubo do cabo durante a recarga. Pergunte e leia.
  • Assistência com reboque adequado: elétrico costuma exigir reboque de plataforma, porque rebocar com as rodas motrizes no chão pode danificar o sistema. Confirme se a assistência contratada prevê isso.
  • Oficina com técnico habilitado: reparo em alta voltagem exige capacitação específica, e a rede é menor. Vale saber onde seu carro seria atendido antes de precisar.
  • Carro reserva compatível: se o reparo depende de peça importada, o prazo pode ser longo. O número de diárias importa mais aqui do que num carro comum.

Traduzindo o que o gerente pede

Boa parte da confusão nesses casos é de vocabulário: o banco fala em uma língua, a apólice usa outra. Este é o dicionário curto:

  • "Seguro compreensivo" ou "cobertura total": a apólice precisa cobrir colisão, roubo, furto, incêndio e eventos da natureza, não só roubo e furto.
  • "100% da FIPE": modalidade Valor de Mercado Referenciado com fator de ajuste de 100%.
  • "Banco como beneficiário" ou "cláusula beneficiária": o banco precisa constar na apólice como quem recebe a indenização até o limite do saldo devedor.
  • "Vigência compatível": a apólice não pode acabar antes do prazo que o contrato exige, e normalmente precisa cobrir todo o período do financiamento com renovações.
  • "Apólice, não proposta": proposta é o pedido de contratação; apólice é o documento emitido pela seguradora. Bancos costumam recusar proposta.

Levar esses cinco itens conferidos evita o vai e volta que atrasa a liberação em dias.

Vale a pena financiar elétrico sabendo disso?

Vale, desde que a conta seja feita inteira, e não pela metade.

O erro que vemos é a pessoa fechar o financiamento olhando só a parcela e a economia de combustível, e descobrir o custo do seguro depois, quando não dá mais para escolher. Como o seguro de elétrico sai de 20% a 40% mais caro e o banco vai exigir a apólice de qualquer forma, esse valor não é opcional: ele faz parte do custo mensal do carro, tanto quanto a parcela.

Colocar o seguro na planilha desde o começo muda decisões concretas: às vezes o modelo um pouco mais barato tem seguro muito mais barato, e a diferença total é maior do que a diferença de preço na loja.

Três perguntas para fazer antes de assinar o financiamento

Se você ainda está na fase da negociação, estas três perguntas mudam a conta e custam nada:

"Qual exatamente é a exigência de seguro no contrato?"

Peça para ver a cláusula, não o resumo verbal. Você precisa saber a modalidade, o fator de ajuste, as coberturas mínimas e como o banco deve aparecer na apólice. Com isso na mão, a cotação sai certa de primeira.

"Existe alguma seguradora obrigatória?"

A resposta correta é não, e agora você sabe por quê. Se ouvir que só vale a apólice da seguradora do banco, essa condição contraria a tese do STJ no Tema 972 e o art. 39, I, do Código de Defesa do Consumidor. Perguntar já costuma resolver, porque a exigência some quando o cliente demonstra que conhece a regra.

"Quanto custa segurar este modelo no fator que vocês exigem?"

Essa pergunta não é para o banco, é para uma corretora, e ela deveria vir antes da assinatura. Descobrir o valor do seguro depois de fechar a compra é o que transforma um bom negócio em aperto mensal, porque o seguro do elétrico não é um extra opcional: é parte do custo de ter o carro enquanto ele estiver financiado.

Como a Virtus resolve

Somos corretora independente, então não temos uma seguradora para empurrar: cotamos em várias e mostramos a comparação lado a lado. Nesses casos de financiamento, o trabalho tem uma etapa a mais que faz toda a diferença no prazo: ler a exigência do banco antes de cotar, para que a apólice já saia no formato que ele aceita, sem ida e volta.

Na prática, é assim que conduzimos: você manda a exigência que o banco passou, a gente identifica qual seguradora aceita aquele modelo no fator exigido (nos elétricos, até aqui, a Suhai), emite a apólice já com o banco na cláusula beneficiária e devolve o documento pronto para você encaminhar. Enquanto isso, a entrega do carro não fica parada esperando alguém entender o que o gerente pediu.

Se você está com a entrega marcada e o banco pediu a apólice, esse é o momento de resolver rápido e certo. Veja também as seguradoras que trabalhamos no hub de seguro auto, e o guia de como comparar seguradoras de auto se quiser entender os critérios antes de decidir.

O banco pediu a apólice para liberar o financiamento? Manda o modelo do carro, o CEP e a exigência que o banco te passou (print do e-mail serve). A gente cota nas seguradoras que aceitam elétrico no fator que o seu contrato pede e devolve a apólice pronta para você entregar.

Resolver minha apólice agora
Wellington Santos

Sobre o autor

Wellington Santos

Fundador e Especialista em Proteção Patrimonial

Engenheiro de Produção formado pela UniABC – Universidade do Grande ABC (atual Anhanguera), atua no mercado de seguros desde 2015. Fundou a Virtus Corretora de Seguros em 2020, após anos consolidando experiência como parceiro em corretoras como My Life e Nova Affinity. Treinou dezenas de novos corretores ao longo da carreira e combina o rigor analítico da engenharia com atendimento consultivo direto ao cliente final, atuando em planos de saúde, seguro auto, vida, residencial, viagem e consórcio.

Perguntas frequentes

O que mais perguntam sobre isso

O banco pode exigir seguro para liberar o financiamento do carro?

Pode. O veículo financiado fica em alienação fiduciária, ou seja, é a garantia do banco até a quitação, e a maioria dos contratos traz cláusula exigindo que ele esteja segurado durante todo o período. Não é uma obrigação de lei, é uma condição contratual, e ela vale tanto para carro elétrico quanto para carro a combustão.

Sou obrigado a fazer o seguro no banco que financiou?

Não. O Tema 972 do Superior Tribunal de Justiça, julgado no REsp 1.639.320/SP e com trânsito em julgado em fevereiro de 2019, fixou que o consumidor não pode ser compelido a contratar seguro com a instituição financeira nem com seguradora indicada por ela. Impor isso é venda casada, prática vedada pelo art. 39, I, do Código de Defesa do Consumidor. Você cota onde quiser e entrega a apólice ao banco; o que ele confere é se ela cumpre o que o contrato exige.

O que significa a exigência de cobertura de 100% da FIPE?

Significa o fator de ajuste da apólice. No seguro por Valor de Mercado Referenciado, a indenização de perda total é a tabela FIPE do mês do sinistro multiplicada por um percentual que consta da apólice, que pode ser 80%, 90%, 100% ou mais. Com fator 100% você recebe exatamente o valor da FIPE. O banco exige 100% porque, com um fator menor, a indenização pode não cobrir o saldo devedor e sobraria dívida para você pagar por um carro que não existe mais.

Por que o seguro de carro elétrico é mais caro?

O principal motivo é a bateria de tração, que pode valer de R$ 40 mil a R$ 120 mil e representa de 40% a 60% do valor do veículo. Quando uma colisão atinge a estrutura da bateria, o reparo é caríssimo e o carro frequentemente é declarado perda total, mesmo parecendo íntegro por fora. Some a rede menor de oficinas com técnico habilitado em alta voltagem e a demora de peças: apólices de eletrificados saem em média de 20% a 40% mais caras que as de um carro a combustão equivalente.

E se eu deixar o seguro vencer no meio do financiamento?

A exigência normalmente vale para todo o prazo do contrato, não só para a liberação. Deixar vencer é descumprimento de cláusula contratual, e muitos contratos preveem que o banco contrate um seguro por sua conta e repasse o custo, quase sempre mais caro do que o que você contrataria por conta própria. Programe a renovação com antecedência.

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